Preciso Aprender a Ser Só
1965, Marcos Valle e Paulo Sergio Valle
Ah, se eu te pudesse fazer entender
Sem teu amor eu não posso viver
E sem nós dois o que resta sou eu
Eu assim tão só
E eu preciso aprender a ser só
Poder dormir sem sentir teu calor
E ver que foi só um sonho e passou
Ah, o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor
Preciso Aprender a Só Ser
1973, Gilberto Gil
Sabe, gente
É tanta coisa pra gente saber
O que cantar, como andar, onde ir
O que dizer, o que calar, a quem querer.
Sabe, gente
É tanta coisa que eu fico sem jeito
Sou eu sozinho e esse nó no peito
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder.
Sabe, gente
Eu sei que no fundo o problema é só da gente
E só do coração dizer não, quando a mente
Tenta nos levar pra casa do sofrer.
E quando escutar um samba-canção
Assim como: "Eu preciso aprender a ser só"
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser."
quinta-feira, 8 de julho de 2010
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2 comentários:
Que dor de cotovelo difícil de curar, heim, amigo! Só espero que você não tenha deixado de viver enquanto espera que ela passe.
Sueli, brigadão pelo consolo, mas infelizmente, como a gente diz aqui, sempre se está de "roedeira", né?, até por amores imaginários, casos literários, paixões do cinema... A MPB (Música-Poesia do Brasil, segundo Chico César) está cheia de finas ironias e autoreferências deliciosas como essas, pra temperar nossa eterna saudade...
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