domingo, 15 de junho de 2008

O ser poético


Simple Fortune


Those terrific eyes of you

Has within the simple fortune

Of holding my heart in return


Once again they shiver gladly

In front of my caress completely given

And as it was so easy to do

They go reaching all my inner truth


For a girl that can take nothing for granted

Defenseless goes this usual hunter

Even it’s such an unbearable happening

She throws herself hunted pleasantly!


Não é uma ode à língua inglesa. É apenas uma linguagem por onde essa poesia pôde existir. Observando ela em sua forma original acima, tentei traduzi-la e saiu algo diferente da idéia original, mas não menos poético:


Fortuna

Este teu afável olhar

Guarda a simples fortuna

De meu íntimo abarcar

Sem pedir licença nenhuma

Outra vez as íris brilham

Diante do afeto em apogeu

E como se fosse fácil, captam

A verdade que se escondeu

Para o amante da conquista

É intolerável o que de todo lhe fisga

E mesmo que seja insuportável o fato

Ela se entrega, por querer, ao caçado!



Por essa razão penso que a tradução de poemas devia ser proibida, muito embora gere algo não menos poético e interessante, no entanto, de sentido provavelmente desconexo e infiel à poesia original. Essa peculiaridade que possui a poesia traduz o âmago de minha paixão por ela. Ela não é apenas concatenação de idéias, mas, além disto, idéias concatenadas ao sabor de uma sonoridade única e indissociável.

3 comentários:

Martinho disse...

Meu inglês limitado não me deixa compreender por completo a poesia na sua forma original.
Mas ela, em potuguês, está muito boa.
Ótima contribuição!
Muito Massa!!!!

Justine disse...

Adorei sua postagem, adorei as duas. Senti diferentes poesias, ambas me tocaram!
Adorei!

São Saruê disse...

Olá, pessoa que quer ser chamada de Liv Ishtar! Desejar-te-ia boas vindas, para aqui onde compartilhamos nossas solidões pensadouras... Mas, pelo que escreveste, já estás há tempos conosco! Fica conosco! SaúdE-te!