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sábado, 7 de setembro de 2013

Gilberto Freyre, o... psicanalista!


"Os juristas brasileiros precisam ser psicanalisados."


Pra não perder a viagem do dia e aproveitando o clima em que me meti para a próxima segunda e terça-feira, mando um achado de Gilberto Freyre, aos seus 85 anos, no 2º Congresso Brasileiro de Psicanálise d'A Causa Freudiana do Brasil. Não vou dizer mais nada, apenas que tirem suas conclusões.



Mas deixo uma pergunta: alguém consegue enxergar a Aura do velho?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Gilberto Freyre e o tapa na pantera

Essa é uma nota, a nota 73 do capítulo IV, de Casa Grande & Senzala, 50ª Edição (São Paulo: Global Editora, 2005, p. 479), do sociólogo/antropólogo/historiador pernambucano Gilberto Freyre. No corpo do texto no qual a nota é inserida (página 395), o autor trata da incorporação de objetos de culto e de prática religiosos pelos escravos no Brasil, a exemplo de ervas sagradas. Olhem bem como é um Antropólogo, mesmo dos mais (dito) conservadores, na sua pesquisa de campo:


"Entre outras, a erva conhecida no Rio de Janeiro - segundo Manuel Querino - por pungo e por macumba na Bahia; e em Alagoas por maconha. Em Pernambuco é conhecida por maconha; e também, segundo temos ouvido entre seus aficionados, por diamba ou liamba. Diz Querino que o uso de macumba foi proibido pela Câmara do Rio de Janeiro em 1830, o vendedor pagaria 20$000 de multa; o escravo que usasse seria condenado a 3 dias de cadeia. Já fumamos a macumba ou diamba. Produz realmente visões e um como cansaço suave; a impressão de quem volta cansado de um baile, mas com a música ainda nos ouvidos. Parece, entretanto, que seus efeitos variam consideravelmente de indivíduo para indivíduo. Como o seu uso se tem generalizado em Pernambuco, a polícia vem perseguindo com rigor os seus vendedores e consumidores - os quais fumam-na em cigarros, cachimbos e alguns até a ingerem em chás.

Alguns consumidores da planta, hoje cultivada em várias partes do Brasil, atribuem-lhe virtudes místicas; fuma-se ou "queima-se a planta" com certas intenções, boas ou más. Segundo Querino, o Dr. J. R. da Costa Dória atribui-lhe também qualidade afrodisíaca. Entre barcaceiros e pescadores de Alagoas e Pernambuco verificamos que é grande ainda o uso da maconha."